sábado, 27 de novembro de 2010


Está cansada de estudar.
Está cansada de não ter tempo para namorar.
Está cansada de não ter tempo para escrever.
Está cansada de não ter tempo para nada.
O que me salva mesmo de dar em louca ( mais ) é o ballet. Mesmo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

CNL

Estou tão constipada :C

Hoje estive a rever fotos antigas e lembrei-me de um momento que marcou a minha vida. Esta minha paixão pela leitura e escrita já é bem antiga (com 10 aninhos escrevi um caderno de poesia)...Ora, um dos muitos concursos em que participei foi o Concurso Nacional de Leitura - Ler +. Acho que está na hora de falar um pouco sobre ele e, já agora deitar algumas coisas que me ficaram entaladas na garganta por muito tempo.
O CNL é um concurso de leitura para o 3º ciclo e ensino secundário (quando participei estava no 9º ano). Passei a nível de escola, e fui às regionais, em arcos de Valdevez. Li muito, estudei muito os livros, sofri muito pela falta de tempo, mas consegui. Fizemos todos um teste escrito sobre as obras que lemos e, dos muitos que estavam lá (eu era o número 54 só para verem, e não estava nem perto dos últimos) apenas 10 passariam à 2º fase. Fui o 10º número a ser chamado. Lembro-me de ter ficado em choque xD
Aguentei-me na competição e consegui, juntamente com outra rapariga, passar as finais. Wow...
Com os exames perto, com testes, trabalhos, atletismo e por aí fora estava muito ocupada e precisei de fazer um esforço sobrenatural para ler as obras... Quando dei por mim tinha ficado doente, estava fraca, triste e esquecia-me de coisas básicas, como comer e dormir e demorava muito tempo a lembrar-me dos nomes das pessoas que conviviam comigo à anos...
Mas fui a Lisboa. E não ganhei (apesar de ter ficado num dos melhores lugares). A organização era mesmo muito má (não, não me estou a desculpar). Antes do concurso havia concorrentes a ver as perguntas que iam sair. Os computadores não estavam a dar. O meu micro deixou de funcionar a meio da leitura. Enfim.
Soube que não ia passar à "finalíssima" nessa tarde, e saí porta fora do auditório, sozinha, sem conhecer nada daquilo e comecei a andar e a chorar. A culpa não tinha sido minha. Tinha sido um erro de uma pergunta que me fez baixar a pontuação.
Mais tarde, depois de um passeio voltei ao auditório (o concurso ainda decorria) e sentei-me junto da minha mãe. Numa das perguntas que eles fizeram eu reparei que estava mal estruturada. Falava em patas, mas era caras. E o rapaz que a respondeu, não fazia ideia do que eles estavam a falar...Pudera.
Lembro-me perfeitamente de dizer à minha mãe, baixinho: Há um erro. Vai-lhe acontecer o mesmo que me aconteceu a mim. Eu já volto.
E fui por detrás do auditório...falei com uma secretária lá...que me deixou falar com o chefe da produção e eu expliquei-lhe que estava mal, e que ele tinha de dar os 20 pontos ao rapaz.
Mais tarde o Malato (apresentador) disse que eles tinham detectado um erro (eles?!) e que o Tomás tinha direito a mais vinte pontos. Graças ao erro que eu detectei ele estava agora na primeira posição...O que me fez passar para 14º, ou seja, prejudiquei-me e muito.
Quando estava a voltar para me sentar vi a minha mãe e o meu professor a falar com duas senhoras (tinham-me seguido e sabiam de tudo). Uma senhora veio a correr e abraçou-me e disse que eu era um anjo (ahah). Estava tão enervada que comecei a chorar e disse que não tinha feito nada de mais e que não queria que ninguém soubesse. Depois desliguei-me um pouco do concurso, estava tão cansada...Só sei que quando ia a sair as pessoas olharam para mim e umas aplaudiram, outras sorriram e eu fiquei mesmo envergonhada..
Mais tarde recebi estes mails:

Sent:Monday, June 01, 2009 5:39:45 AM
To: marialol14@hotmail.com

Boa tarde, minha querida…

Sou a professora de Língua Portuguesa que acompanhou o aluno Tomás ***, da Escola Secundária ***, nas provas nacionais do Concurso Nacional de Leitura.

Foi um enorme prazer conhecer-te, ontem…

De facto, por vezes, do caos surge a luz…

Das vivências destes dois atribulados dias em que participámos na Semifinal e na Final do Concurso Nacional de Leitura, há algo que guardarei para sempre: a partilha com os colegas e os alunos de outras escolas…

Antes de mais, uma palavra de apreço e de reconhecimento pela tua atitude de altruísmo e verdade… Deste, a todos os presentes, uma enorme prova de integridade. Em meu nome particular, em nome da escola que represento e em nome do meu aluno, obrigada!

Como poderás reparar quando for transmitido o programa televisivo, o nosso menino não estará presente... Na verdade, esta manhã, sentiu-se indisposto e não conseguiu recuperar atempadamente para participar na gravação da Final… Estamos todos muito tristes, mas o que nos preocupa verdadeiramente é que ele fique bem… Terá decerto novas e numerosas oportunidades de confirmar o que vale, como provou, ontem, ao vencer todos os painéis…

Até breve.

Tive muito gosto em conhecer-te.

Beijinhos.


E este:


Olá Maria!

Sou a mãe do Tomás, o colega que tu tiveste a iniciativa louvável de ajudar, corrigindo o júri do Concurso Nacional de Leitura. Quero dizer-te hoje, tal como no dia 30 de Maio o disse: muito obrigada! O teu gesto será para sempre lembrado por nós!
Já tinha pensado escrever-te antes, mas só hoje a professora do Tomás me passou o teu email.
Naquele dia muitas coisas boas aconteceram, culminando com a classificação do Tomás em 1º lugar na semi-final, mas também outras menos boas: o tempo de espera por causa dos problemas técnicos, o calor, a falta de condições no exterior da sala de gravação, o facto de termos saído de lá às 22.45h sem jantar, termos ainda que procurar o hotel e uma vez lá não termos nada de jeito para comermos...enfim...
E agora vem a parte ainda menos boa de que faço questão te dar conta através deste mail: na manhã do dia 31 o Tomás acordou bem disposto, tomou um pequeno almoço completo, mas passado um pouco começou a sentir-se mal, com náuseas, arrefecimento geral, vontade de vomitar...Fomos ainda até ao local das gravações, mas a sua tensão arterial estava tão baixa, que teve que receber assistência na ambulância de serviço naquele local. As circunstâncias adversas do dia anterior e o pouco tempo para recuperar do stress intenso de que foi alvo, assim como o seu sistema nervoso de criança sensível atraiçoaram-no e ele não teve condições físico/psicológicas para ir à final...
Foi com muita pena que ele tomou a decisão, que nós apoiámos, porque o que nos importa é o bem estar do nosso filho!
De facto naquele momento era um risco sujeitar-se às provas da final que implicariam sempre muita concentração, energia e controle do stress, coisa difícil mas que se aprende e que o Tomás vai tentando aprender, embora por vezes seja impossível fazer como gostaria.
Por isso, querida Maria, não irás ver o Tomás que ajudaste, na final do Concurso Nacional de Leitura...
Foram momentos muito difíceis, como deves imaginar, mas ainda viemos almoçar a casa e à tarde já ele tinha a sua tensão arterial estabilizada.
Entretanto recebi um telefonema da Drª Isabel Alçada (Directora do Plano Nacional de Leitura) que manifestou a sua preocupação e sabendo que o Tomás já estava a recuperar, pediu ao Tomás para não desistir e para concorrer no próximo ano. O mesmo aconteceu num telefonema da Lara Fernandes (Funcionária da Mandala) e ambos os telefonemas me sensibilizaram, como podes imaginar...
O Tomás manifestou então que tenciona de facto concorrer no próximo ano! Espero só que, no caso de ser seleccionado, haja melhores condições e então que possamos encontrar-nos lá também contigo, ok?
Para já envio-te as fotos que fiz no dia em que te conhecemos, com todo o gosto!
E se quiseres passar por Porto de Mós, lembra-te que tens cá pessoas amigas que te abrirão a porta com todo o prazer! É só dizeres, sim?

Cumprimentos para ti e tua família

Um abraço amigo com muita estima

Foram sem dúvida palavras estas que nunca vou esquecer...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

Dirigido ao Diabo que gere a minha vida:

Como uma droga forte,
Tu me prendes em amor
E entregando a minha sorte,
Eu avanço para ti com fervor.

Diria que és uma perdição,

Uma mais dura que a morte,

Mais que loucura, mais que paixão.

Mais que vida, mais que suporte.

Mais que eu, mais que tu, até mais que perfeição,
Mais que a ténue linha que nos pode separar
Mais que um simples "segura a minha mão"

Mais do que a queda, mais do que a amparar.
Porque eu também estou a morrer,

Mas lentamente, até o posso esquecer,

É mais do que eu posso desejar e querer,

Mas neste momento nada nos pode deter.
É o fogo que não cansa de me consumir,

Pelos variados erros que até agora cometi,

Sei que dói, mas eu gosto, tenho de admitir,

E que seja então!, se isso me lembrar de ti!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bloody Mary - O renascimento





-> A Pedido de muitos leitores que não gostam de ter ataques de coração decidi tirar esta música a iniciar automaticamente (mas contrariada U.U);
Espero que gostem xD

Esta noite pensei nesta história, mas aconteceu uma coisa estúpida...passei o dia todo assustada com ela. --' Foi tão giro quando abri a porta do quarto de banho de manhã e comecei aos gritos porque me assustei com a minha mãe (Estou de castigo porque ela me acha muito macabra)! xD
Enfim...ossos (AHAHAHA) do ofício ;)

Bloody Mary
Têm-se passado coisas estranhas por aqui, muito estranhas. Estou nesta localidade à apenas sete ou ou oito meses, mas posso afirmar que aqui nada acontece por acidente, por coincidência.
Chamo-me Maria e sou o fruto de uma relação de uma noite. A minha mãe tinha uma deficiência psicológica, que a fazia ter alucinações e fazer coisas sem explicação. Morreu à cerca de um ano. Após várias tentativas de suicídio conseguiu finalmente atingir o seu objectivo: cortou o próprio pescoço com a mesma faca com que tinha aberto o peru nessa noite, ao jantar. O meu pai nunca conheci, e nunca me interessei em conhecer.
Mudei-me para a cidade-natal da minha mãe, onde vivo actualmente sozinha, no apartamento que em tempos foi a sua casa, o seu lar. Hoje em dia é apenas mais um edifício empoeirado, num bairro degradado (e degradante).
Estudo na Escola Secundária da Vila, uma relíquia da cidade, com cento e vinte anos sem obras e, consequentemente, sem quaisquer condições. Não sou a mais popular, a mais bonita, a mais inteligente ou a mais desportista. Posso até afirmar que me incluo na classe dos invisíveis. As pessoas não me idolatram nem me maltratam, simplesmente ignoram, o que por aqui é uma mais valia...
Mas voltando ao início da minha linha de pensamento: têm acontecido coisas mesmo estranhas. Suicídios, homicídios, pessoas decapitadas, desmembradas... E o mais "cómico" da situação é que nunca se descobriu culpados, suspeitos, provas ou pistas.
Obviamente estes acontecimentos têm provocado o pânico entre a população e andam na boca do mundo. Mas, sinceramente, não acho que as pessoas estejam muito preocupadas em apanhar o criminoso, mas sim em arranjar novas fechaduras e a irem a psicólogos para se certificarem de que não estão malucas. É uma corrida maníaco-possessiva aos psicólogos e psiquiatras.
Adivinhem então o que se está a falar na aula de Economia:
- Ai eu estou cheiinha de medo! Quem seria capaz destas brutalidades?
- Não faço ideia Joaninha, mas não pode ser alguém normal!
- Só espero que isto acabe depressa...
- Não sei porquê, mas tenho a sensação que sim. - senti os olhares das minhas colegas postos em mim - Então!? Não me olhem assim! É só um pressentimento...
- Podíamos investigar por nossa conta... - interveio o professor, que limpava os óculos muito calmamente. Depois colocou-os e desafiou - Que me dizem?
Wow, uma aventura. É óbvio que toda a turma assentou. Todavia, o que a turma diz nao se escreve e, às dez horas nessa noite, só estava eu, o professor, a Carol, o Carlos, a Diana e a Joana em frente à pizzaria.
- Parece que somos só nós...
- Pois, parece que sim...
- E onde vamos?
De repente vimos três vultos a passarem mesmo em frente dos nossos olhos, que corriam a uma velocidade estonteante.
- Já sei - disse eu, decidida - vamos seguir estes que passaram agora, tenho cá um pressentimento que não estão a fazer coisa boa.
E começamos a correr. Quando estávamos a chegar a floresta o professor parou-nos.
- Não meninos, se entrarmos ali vai estar muito escuro e as árvores vão tirar-nos o campo de visibilidade. É demasiado perigoso, não o posso permitir.
- Mas então? O que vamos fazer?
- Venham, eu acompanho-vos a casa. Amanhã retomámos as investigações.
Quando estávamos a ir embora eu virei-me para trás e vi um dos vultos que tínhamos visto minutos antes, detrás de uma árvore. Mas quando ia a abrir a boca para falar, ele já tinha desaparecido.
Ao irmos para casa vimos um dos vultos a entrar na nossa escola e apressámos-nos a chegar ao portão.
- Oh não! Está fechado!
- E agora como vamos entrar?
Ouvimos o tilintar de umas chaves e olhamos para trás, para o professor.
- Que é que querem? Ser editor-chefe do Jornal da escola tem de ter as suas regalias!
Entramos na escola e vimos a luz da nossa sala e a porta aberta. Corremos até lá e quando olhei senti-me a paralisar. Nesse momento devo ter ficado branca como a cal...Também não era para menos.
- É...é o director...
O director da escola tinha sido enforcado em frente à janela e os seus dedos tinham sido cortados e postos dentro do porta-canetas, em cima da secretária.
(vêem agora porque é que eu me assustei? xD Uma coisa é para quem lê isto, outra completamente diferente é para quem sonha com isto... O.o Continuando com a nossa história:)

O professor estava a cortar a corda para libertar o director quando ele abriu os olhos, deixando-nos todo em sobressalto:
- CUIDADO COM A BLOODY MARY! CUIDADO COM A BLOODY MARY!
E de repente começou a ficar muito vermelho, e começou a escorrer sangue e depois evaporou-se!
Ficamos todos estáticos...O que raio se tinha passado aqui...? Quem era a bloody Mary?
- Desculpem meninos...vocês fazem ideia quem é a bloody Mary?
- Sim professor - responde Joana, ainda a chorar - Mas não passa de uma lenda urbana...
- Eu já nao tenho a certeza se não passa disso! - gritei eu.
- Pois... - suspirou o Carlos.
Após este suspiro ouvimos um barulho, um estrondo e ficamos todos alerta.
- Acho que devia ir ver o que se passa!
- Eu vou consigo professor! - disse eu e o Carlos em coro.
- Ok, mas com cuidado!
Avançamos então os três para o corredor e analisamos a escola de uma ponta à outra mas nada. Decidimos então voltar à sala buscar as meninas para irmos embora e chamar a polícia. Mas quando chegamos à sala deparamos-nos com um cenário horrível.
A Joana e a Diana encontravam-se enforcadas, uma ao lado da outra, onde anteriormente esteve o director. E a Carol estava muito assustada, aos berros, num canto, com o corpo coberto em sangue.
- Que se passou Carol? - Corremos os três para ela, mas eu mantive-me um pouco afastada.
- Eu..eu não sei! Num minuto estávamos bem e noutro minuto elas estavam assim! Foi uma sorte eu não ter morrido!
- Esperem... - disse eu - não se aproximem dela...Esta não é Carol.
- É óbvio que sou eu! Quem querias que fosse? O pai natal?
- Não...mas tu não és a Carol!
E ela começou a chorar e a gritar.
- Hei, desculpa...mas essa actuação não me convence...
Parou de chorar e de gritar...tirou vagarosamente as mãos da cara e olhou-me nos olhos. A seguir esboçou um sorriso de troça e disse:
- Muito bem Maria, estou admirada...Mas isso não te adianta de nada agora!
De repente senti um vento forte rodear-me e quando consegui abrir os olhos estavam diante de mim Carlos, o professor, a Carol, a Joana, a Diana, a minha mãe e mais dois matulões. E então começaram a entoar uma canção:
- OHHH MARY, SWEET MARY, MY MARY, OHHH.
OHHH MARY, SWEET MARY, MY MARY, OHHH.
Comecei a gritar mas de nada valeu...Primeiro senti muito frio mas depois tudo parou. Olhei para mim...tinha a pele enrugada, vestes rasgadas, estava descalça...e ainda assim...achava-me linda.
- A única e verdadeira Bloody Mary. - disse o meu antigo professor.
- Tive saudades tuas - disse a minha mãe.
- Eu também tive vossas meus caros colegas...Mas agora estamos reunidos outra vez.
Vamos dar início a festa.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

**

(Este Blogue mais parece um diário ahah
Tenho de me deixar disto... x'D)


- A próxima história de terror está para breve meninos, esta noite já vou ver se "vejo" alguma coisa ;D

~

Sonhei com a tua morte meu amor.
Sonhei com ela sim. Cruel, violenta.
Até admito que a desejei com fervor.
(Acho que sei o que vem na ementa).

Quero que venhas comigo ao inferno!
Vem, meu querido, vamos passear...
Um passeio quente, mórbido, eterno,
E quem sabe, até podíamos lá ficar!

Como? A minha ideia não te agrada?
Não me tivesses arrancado o coração!
Agora é a minha vez, de alma rasgada
Vou arrancar o meu punhal da tua mão!

E irei cravá-lo, sem pena nem piedade,
No teu corpo (ainda) vivo que fermenta.
Diz-se que para morrer não existe idade
Por isso vou terminar com a tua tormenta.

Não me julgues mal, eu só quero o teu bem,
Ao oposto de ti, eu nunca te quis magoar!
Lamento, mas vais descer comigo também
E nestas masmorras para sempre habitar!

Não me olhes assim...nessa decadência...
Anda, aproveita o teu último respirar,
Até pode ser que gostes da experiência!
E partiremos juntos para o mundo acabar!

Sabes que significas mais que um projecto,
Amo-te, e contudo, tenho ordens a cumprir.
Desferi um golpe, com o meu punhal erecto
E simultaneamente, tu olhavas-me, a sorrir.

Afinal sempre soubeste o que planeava fazer,
Entendes-me, tanto na morte como em vida,
E agora sei que vives, ainda que a morrer,
E deixar-me-ás numa viagem só de ida.

Posso afirmar que aprendi a minha lição.
E agora viverei a minha morte na agonia.
Pois tentei trazer-te para o meu caixão,
Mas percebi que aqui apenas eu pertencia.