Our song ... :)
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
A minha história
O meu corpo conta uma história,
E eu sobrevivo, lutando contra ela.
É, porém, uma dor tão satisfatória,
Dor sem precedentes ou sequela.
E quando, pela noite, eu adormeço,
Quando meu espírito decide acordar,
É aí que a vivo, numa dor sem preço,
Aí vem ela, numa canção de embalar.
Sou, então, fantoche nas suas mãos,
E, de quando em vez, ela corta o fio.
Transforma em loucos, os que são sãos,
Destino cruel, razão para o meu delírio.
E eu sobrevivo, lutando contra ela.
É, porém, uma dor tão satisfatória,
Dor sem precedentes ou sequela.
E quando, pela noite, eu adormeço,
Quando meu espírito decide acordar,
É aí que a vivo, numa dor sem preço,
Aí vem ela, numa canção de embalar.
Sou, então, fantoche nas suas mãos,
E, de quando em vez, ela corta o fio.
Transforma em loucos, os que são sãos,
Destino cruel, razão para o meu delírio.
MEOW
(Os Saltimbancos)
É incrível o quanto eu cresci nos últimos meses, em parte porque fui obrigada a isso. Sensivelmente desde Agosto do ano passado comecei a entender e a integrar-me mais neste vasto mundo que é o das artes. Sim, já fazia Ballet e um pouco de teatro, mas vivia só disso. Hoje em dia é que dou conta do quanto eu mudei. Faço muito exercício físico, tenho (algum) cuidado com o que como, preocupo-me com o meu peso, com o meu aspecto físico em geral...
Tenho duas agendas, uma azul e uma preta. A azul serve para planear o meu dia, todos os dias (menos nas férias). Muitas vezes tenho o tempo contado aos minutos. Tem de ser... A preta é a minha agenda da paranóia. Lá aponto ideias e aspectos do meu dia-a-dia, que vão desde números de telemóvel a "A rapariga da parker amarela olhou-me com ar de má. KILL HER"...
Os Saltimbancos são uma das boas experiências que tive desde Novembro de 2011. Sou a gata, meow. Nunca na vida tinha miado tanto, como o faço neste teatro... É bom ter amigos, com quem posso, para além de ensaiar, brincar, rir e conviver. Quer dizer... Passo tanto tempo com eles por semana (também são do grupo de teatro Parnassus) que quase já é viver. ahahah...
Rasgos de Mim: Manifesto às Multidões - II
As minhas lágrimas correm e a minha alma dói. Morro mais um pouco, a cada momento que penso. Que será de mim, se continuar assim? Vejo tudo. Vejo a essência das coisas e das pessoas, e odeio. Odeio de morte, porque tudo o que eu vejo me desilude. Os seres vivos são tão falsos... E o pior é que a esmagadora maioria não se apercebe disso! Para vocês, que se aclamam homens e mulheres de família: que é a família mais do que pessoas aleatórias, com a mesma descendência? Como podem amar realmente alguém? Não podem. Estão a enganar-se. E os amigos? Que amigos? Não passam de pessoas que nós utilizamos como objectos para que não nos sintamos tão sós neste planeta imundo e de almas sujas e repletas de maldade. Mas eu sou a única que vê isso. E odeio... Queria ser cega. Sim, cega! Cega para que não visse a ingenuidade do mundo... Ingenuidade não, ignorância. Pura ignorância. O mundo deixou-se corromper pelas pessoas. Ou será que fui eu que não me deixei corromper? Sinto-me como um interruptor... Ora estou desligada de mim e consigo falar com as pessoas normalmente, ora estou ligada, e torna-se impossível falar comigo... Sou louca... Tenho de ser louca... A única pessoa com quem eu consigo falar realmente é comigo própria. Isso não pode ser um bom sinal... Porquê eu? Que quer o universo de mim, que me queira dar a mim a sua chave, o seu segredo? Não é arrogância, mas sim sabedoria. Eu vejo tudo. E não vejo nada. Sou um erro no meu próprio sistema. Vejo muito mais do que as pessoas consideradas normais vêem, e no entanto não consigo ver o que está bem à minha frente. Sou um erro... Confesso o que eu não fiz de mal, e guardo para mim todas as maldades que eu cometi. Guardo tanto para mim... Tenho de guardar, porque se eu contasse tudo o que eu sei, muitas pessoas iriam descobrir a verdade e iriam sofrer... Por isso prefiro guardar esta dor monstruosa toda dentro de mim. Enquanto eu puder carregar este fardo fá-lo-ei. Mas que é isto nada mais nada menos que uma demonstração de afecto, de amor, por outrem? Sou uma contradição de mim mesma. Não amo ninguém, mas quero ser amada por alguém. Morro por ser realmente amada por alguém, e no entanto não consigo suportar ninguém. O meu cérebro não pára... Só queria que ele parasse... Porque é que ele não pára? Não há nada que eu possa fazer... Eu vejo tudo. Só queria fugir... Para algum lugar deserto... Algum lugar em que não dependesse de ninguém e que ninguém dependesse de mim para viver. Algum lugar longe da sociedade. Ou algum lugar cheio de gente, onde não me sentisse sozinha, e onde não tivesse tempo para pensar em tudo o que penso... No significado da vida, e porque fui eu simultaneamente abençoada e amaldiçoada com esta mente? Na verdade, que são todas estas actividades que eu faço todos os dias, que me ocupam horas e horas, mais do que uma tentativa forçada (e falhada) de fugir de mim própria e dos meus pensamentos, que me assombram desde que consegui desenvolver autonomia para produzir ideias? Porque sou eu quem sou e porque estou aqui? Porque não ser outro alguém? Porque vivo eu? O que é a vida? Sim... O que é a vida? No final, só consigo chegar a uma ramificação dessa árvore que me corrói o corpo e a mente: no final de contas, qual é a essência da vida, se não a vida em si?
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Teatro
Cheguei à pouco a casa. Quando saí faltavam 10 minutos para as duas. Tive canto e teatro e declaro-me, oficialmente, exausta! Todas as actividades que faço exigem muito trabalho, não só fisicamente, como psicologicamente. Ainda por cima hoje a aula de teatro incidiu sobre o meu papel na peça que vai ser representada em Setembro, no Teatro Municipal de Sá de Miranda. Estou aterrorizada com o facto de não estar à altura desta peça, pelo facto de, à excepção da criança e de mais algumas pessoas (o professor de matemática, a princesa), as personagens serem irreais (o sofá, o relógio, os cortinados, o fogo)... E se não conseguir encarnar a personagem?!
Ainda por cima eu e um amigo meu somos o relógio, e os movimentos são todos muito certos, muito secos, e por isso temos de estar mesmo muito coordenados, senão dá um aspecto feio à cena... Por outro lado temos as músicas, com os seus SUPER agudos!
Como se não bastasse tenho andado preocupada com as outras peças de teatro: "Os Saltimbancos" e "A Menina do Mar". Ando a descuidar um pouco delas e não pode ser. Lá por estarem atrasadas não é razão para não lhes dar tanta importância, ainda por cima sendo uma das personagens principais (a gata nos Saltimbancos, e a menina do mar, n'A menina do mar).
E os meus exames... Ai os meus exames! Não faço ideia como vou conseguir fazer tanto exame... Ainda por cima sem ir às aulas... Odeio aulas... Odeio escola... Mas adoro estudar! Que contradição idiota.
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