Eu digo que isto não custa. Isto não doí,
Tu prometes que não voltará a acontecer.
Ages como louco, dizes só mais um pouco,
Mas eu sei. Só vai parar quando eu morrer.
Mantenho a minha face virada para baixo
Pois tu dizes que odeias ver-me chorar.
E enquanto me gritas, humilhas e agrides,
Eu penso numa razão para te poder matar.
Enquanto me disponho inerte pelo chão,
Penso que só tenho de aguentar mais hoje.
Só mais hoje e vai tudo mudar então,
Mas vejo que esse dia ainda vem longe.
Não sei que fazer, nada vai resultar,
E admito, tenho a plena consciência,
De que para sempre isto vai continuar.
Mas só até ao dia do fim da inocência.
Só tenho de esperar até aquele maldito dia,
Em que com que este punhal te vou perfurar.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
2ª versão
(a minha primeira história com um final feliz :x)
Sabia que ia ser a única e a última noite. Fazer amor, como ele insiste em chamar.
Não sabia que estava a fazer, mas sei que queria e muito. Uns beijos muito intensos depois e ele olha-me com um sorriso mesmo tarado e começa a desapertar o fecho do vestido preto com que tinha ido à festa de anos dele. Retribui o olhar e senti-o estremecer. Nervoso, talvez, excitado, quem sabe. Devagarinho começamos a envolver-nos e passado alguns minutos já parecia que nos encontrávamos na selva, pois o desejo era tanto.
Não é preciso pormenores.
Pouco a pouco fui-me apagando, e adormecemos naquela noite de verão, com a luz da lua a entrar pela janela do quarto, abraçados um ao outro, com medo de que um de nós pudesse fugir. Lembro-me de sentir os lábios molhados dele contra o meu pescoço, e o seu respirar contra o meu corpo. Lembro-me de, coberta apenas pelo lençol branco, sentir a aragem que vinha da janela aberta e de pensar que não queria que esta noite acabasse, nunca.
Quando acordei de manhã ele estava ao meu lado, já acordado a olhar para mim. Olhei o seu corpo nu e bloqueei, na cara dele. Ele começou a ficar envergonhado e escondeu-se debaixo dos lençóis. Eu descobri-o e ele muito rapidamente atirou-se para cima de mim, ficando bloqueada (e protegida) pelos seus braços musculados.
- Amo-te, sabes disso?
- Não, não sabia. - respondi eu.
- Mas amo. Desculpa o atraso...Casa comigo.
- Sim.
Sabia que ia ser a única e a última noite. Fazer amor, como ele insiste em chamar.
Não sabia que estava a fazer, mas sei que queria e muito. Uns beijos muito intensos depois e ele olha-me com um sorriso mesmo tarado e começa a desapertar o fecho do vestido preto com que tinha ido à festa de anos dele. Retribui o olhar e senti-o estremecer. Nervoso, talvez, excitado, quem sabe. Devagarinho começamos a envolver-nos e passado alguns minutos já parecia que nos encontrávamos na selva, pois o desejo era tanto.
Não é preciso pormenores.
Pouco a pouco fui-me apagando, e adormecemos naquela noite de verão, com a luz da lua a entrar pela janela do quarto, abraçados um ao outro, com medo de que um de nós pudesse fugir. Lembro-me de sentir os lábios molhados dele contra o meu pescoço, e o seu respirar contra o meu corpo. Lembro-me de, coberta apenas pelo lençol branco, sentir a aragem que vinha da janela aberta e de pensar que não queria que esta noite acabasse, nunca.
Quando acordei de manhã ele estava ao meu lado, já acordado a olhar para mim. Olhei o seu corpo nu e bloqueei, na cara dele. Ele começou a ficar envergonhado e escondeu-se debaixo dos lençóis. Eu descobri-o e ele muito rapidamente atirou-se para cima de mim, ficando bloqueada (e protegida) pelos seus braços musculados.
- Amo-te, sabes disso?
- Não, não sabia. - respondi eu.
- Mas amo. Desculpa o atraso...Casa comigo.
- Sim.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Amo-te, desculpa.
(Muito resumida... L' )
Sabia que ia ser a única e a última noite. Fazer amor, como ele insiste em chamar.
Não sabia que estava a fazer, mas sei que queria e muito. Uns beijos muito intensos depois e ele olha-me com um sorriso mesmo tarado e começa a desapertar o fecho do vestido preto com que tinha ido à festa de anos dele. Devagarinho começamos a envolver-nos e passado alguns minutos já parecia que nos encontrávamos na selva, pois o desejo era tanto.
Não é preciso pormenores.
Pouco a pouco fui-me apagando, e adormecemos naquela noite de verão, com a luz da lua a entrar pela janela do quarto, abraçados um ao outro, com medo de que um de nós pudesse fugir.
Quando acordei de manhã ele não estava na cama. Pensei que se tinha ido embora. Contava dar-lhe um beijo mais, antes da despedida, mas ele nem me deu essa hipótese. Bem, também não importava, eu sabia que era só mais uma, que não tinha qualquer valor e que não devia ter qualquer esperança. Ele fez questão de o dizer antes do jantar de ontem.
Levantei-me e fui fazer o meu pequeno almoço para ir para o trabalho. Depois ia tomar um banho...mas quando entrei no quarto de banho vi-o, esvaído em sangue, com uma mensagem escrita no corpo: "Amo-te, Desculpa" e todo pintado com o meu bâton.
Não queria acreditar que ele tinha morrido. Pior, não queria acreditar que ele tinha sido o único rapaz que me amou e que tinha morrido!
Chamei a polícia e os agentes decretaram suicídio voluntário. Depois do funeral vim para casa. Entrei no quarto de banho e debrucei-me sobre o lavatório. De repente um flash veio-me à cabeça: o sexo, o champanhe, o banho juntos, a navalha, a cara dele....Eu tinha-o morto! Aquela mensagem era minha, para ele!
Decidi então juntar-me ao meu "amado". Peguei numa corda e atei-a a varanda e a minha cintura e atirei-me para o meu destino.
Amo-te, desculpa.
Sabia que ia ser a única e a última noite. Fazer amor, como ele insiste em chamar.
Não sabia que estava a fazer, mas sei que queria e muito. Uns beijos muito intensos depois e ele olha-me com um sorriso mesmo tarado e começa a desapertar o fecho do vestido preto com que tinha ido à festa de anos dele. Devagarinho começamos a envolver-nos e passado alguns minutos já parecia que nos encontrávamos na selva, pois o desejo era tanto.
Não é preciso pormenores.
Pouco a pouco fui-me apagando, e adormecemos naquela noite de verão, com a luz da lua a entrar pela janela do quarto, abraçados um ao outro, com medo de que um de nós pudesse fugir.
Quando acordei de manhã ele não estava na cama. Pensei que se tinha ido embora. Contava dar-lhe um beijo mais, antes da despedida, mas ele nem me deu essa hipótese. Bem, também não importava, eu sabia que era só mais uma, que não tinha qualquer valor e que não devia ter qualquer esperança. Ele fez questão de o dizer antes do jantar de ontem.
Levantei-me e fui fazer o meu pequeno almoço para ir para o trabalho. Depois ia tomar um banho...mas quando entrei no quarto de banho vi-o, esvaído em sangue, com uma mensagem escrita no corpo: "Amo-te, Desculpa" e todo pintado com o meu bâton.
Não queria acreditar que ele tinha morrido. Pior, não queria acreditar que ele tinha sido o único rapaz que me amou e que tinha morrido!
Chamei a polícia e os agentes decretaram suicídio voluntário. Depois do funeral vim para casa. Entrei no quarto de banho e debrucei-me sobre o lavatório. De repente um flash veio-me à cabeça: o sexo, o champanhe, o banho juntos, a navalha, a cara dele....Eu tinha-o morto! Aquela mensagem era minha, para ele!
Decidi então juntar-me ao meu "amado". Peguei numa corda e atei-a a varanda e a minha cintura e atirei-me para o meu destino.
Amo-te, desculpa.
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